terça-feira, 25 de setembro de 2012

A consciência dum Eu egóico...


Hoje dou comigo a pensar em todas as coisas que tenho lido, ouvido e aprendido. Saber da possibilidade de viver um estado de yoga onde reina a plena paz, a plena consciência, o conhecimento e sabedoria das coisas, que nos permite sentir o que é a pura felicidade e alegria permanente, é deveras aliciante. Ouvir falar que a nossa identificação com os pensamentos é um tal de ego e que ele é responsável pelo sofrimento, pela confusão mental, pelos medos, pelas sensações de ansiedade, inadequação, inquietude, carência, insatisfação, descontentamento, incompletude, necessidade de busca incessante, parece nos dar a resposta para todos os problemas. Saber disso por si só, já implica uma espécie de alivio…afinal nós não somos tudo aquilo, afinal está nas nossas mãos a possibilidade de transformar, mudar, controlar, compreender. Mestres e sábios colocam à nossa disposição a forma, o caminho de chegar até esse conhecimento através de suas obras, trabalho e experiência. É possível rever nossas limitações, nossos padrões de pensar, sentir e agir. Suas explicações sobre a limitada condição humana, assim como todas as técnicas e estratégias capazes de transcender tal, fazem o maior sentido! Ouvi-los é quase música para nossos ouvidos, paz para o nosso coração, luz para a nossa cabeça!
Mas… a transformação interior não acontece apenas ouvindo ou percebendo o enorme sentido das suas palavras…é necessário experimentar, praticar! Então, trabalhamos a capacidade de estar atento e consciente a cada atitude, pensamento, sentimento e emoção. Desenvolvemos a capacidade de estar presente e aprendemos a nos observar.
Esse processo de observação, auto análise e conhecimento nem sempre traz consigo os sorrisos mais rasgados. Ganhar consciência do quê, como, porque penso e sinto, por vezes dói. E dói porque quando me olho nos olhos não sou o resultado da expectativa que criei! Dói, porque até mesmo do caminho capaz de apaziguar ansiedades, medos, frustrações e insatisfações, expectamos! Dói, porque percebemos a tamanha dificuldade de contentamento no insucesso e escassez. Dói, porque percebemos o quanto nosso pensamento está padronizado com a necessidade de reconhecimento, competição, valorização, boa fama! Doí, porque percebemos a dimensão das nossas carências, das nossas limitações. Doí, porque é um Eu, quem caminha, quem se submete a um diagnóstico, quem quer a mudança, a transformação, o saber, a libertação!

Namastê

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